quarta-feira, 31 de março de 2010
Miller
Anaïs
quarta-feira, 17 de março de 2010
Culinária fusion
terça-feira, 16 de março de 2010
Metafísica
quinta-feira, 11 de março de 2010
Bloody heart
terça-feira, 9 de março de 2010
You - in the back of my head
(...)
É sobretudo dessas nossas conversas que eu sinto falta, dessas conversam que nunca tivemos, e que agora acontecem dentro da minha cabeça – sou eu ouvindo você em mim. São os diálogos de um louco – sou eu conversando com a parte de mim que é você, com esses fragmentos de DNA contidos em cada núcleo celular que constitui meu corpo, com os ecos de você que ficaram para mim na partilha – e há por vezes mais sanidade em toda essa loucura que na razão cartesiana sobre a qual construí a minha vida.
(Lights will guide You home / And ignate your bones / And I will try to fix you...)
Álbum de casamento
De tempos em tempos ele se senta, aquele álbum já tão desgastado pelo manuseio insistente entre as mãos trêmulas, respira profundamente, e o abre. Sempre suspira, e surpreende-se com aquele lindo sorriso, luminoso e radiante, ali registrado desde o dia das bodas. Já tantos anos idos, já nem se faz mais isso – vestido de noiva, toda de branco, a manhã azul fulgurante como seus olhos, os cabelos entrelaçados a pequenas margaridas, a renda delicada envolvendo seu corpo – e a igreja cheia, esperando por ela. Na seqüência daquela foto estão as outras, cada momento da cerimônia ali registrado, os amigos, a família, os alunos dela que apareceram para testemunhar a união, a emoção dos dois transparecendo em cada momento capturado pelo fotógrafo experiente, até o padre comovido – por causa daquele anjo que resolvera casar-se com ele. Disso tinha certeza.
No entanto, nunca vira as páginas. Deixa-se ficar ali, diante da primeira foto da coletânea. Ela. Sozinha, brilhando, a sua luz como uma estrela, sua beleza ofuscando seus olhos hoje como sempre, como a cada vez que os pousara sobre ela durante toda a vida que partilharam. Jamais passou incólume pela experiência de fitá-la. Tinha sido um choque constante, era um viver alarmado. Com sua beleza. Era a mulher dele, dormira e acordara a seu lado mais vezes do que o fizera sozinho. Nunca pudera se acostumar com aquele rosto de beleza invulgar. Ao olhar ali, aquela foto, aquele registro de uma felicidade ímpar, tem a impressão de que poderia ter sido tirada ontem, o frescor da expressão de seu rosto, a harmonia dos traços, algo de indefinível - indecifrável – em seu sorriso de Gioconda. Ao mesmo tempo, toda a ambientação rescindindo o perfume de tempo pretérito. Pretérito mais que perfeito. Não desiste de desvendar o enigma, e acredita que será para sempre prisioneiro dessa tortura suave, aquela beleza tão datada quanto atemporal. Tão datada quanto o jornal de hoje, tão atemporal quanto a translação dos planetas – randômica e ordenada – em torno do Sol, uma dança constante como o próprio tempo – como o seu amor por ela: datado e atemporal.
As regras do rolê
As regras do rolê são bastantes simples: Fode, mas não se apaixona. Se apaixonar, não fode mais, pra não se foder depois. Tudo o que te ...
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O ruído inconveniente às quinze para as seis da manhã me acorda muito antes da hora. Irritadiça eu sempre sou, ainda mais numa situação como...
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As regras do rolê são bastantes simples: Fode, mas não se apaixona. Se apaixonar, não fode mais, pra não se foder depois. Tudo o que te ...
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E nem é da tua carne que eu sinto falta. A carne é importante, mas é de menos. Todo homem tem piroca, é um fato biológico, e nem importa ess...